segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Compartilho Bergman

Compartilho Bergman. E partilho dele. Essas vidas e histórias que criamos para gravar. Tantas outras, não. Esses fantasmas de vida e de arte. Que são o mesmo. E que povoam, cérebro. Vai Ingmar:
(…)
"É a eterna história de meus fantasmas. Uns são amáveis, outros brutais, maus, outros são alegres, e ainda outros são idiotas, frios, angustiados. Eles se conjuram cada vez mais contra mim, são misteriosos, ambíguos, estranhos, por vezes até ameaçadores. A vida é assim. Um dia tenho a meu lado um amável companheiro proporcionando pontos de vista, fantasias, para depois, pouco a pouco se transformar, tornando-se ameaçador e cruel."
(Ingmar Bergman - “Imagens” - pág 28 – Martins Fontes)


(Luiz Alberto Cassol / julho de 2013)