Devido a um novo desafio profissional estou saindo da direção do Instituto Estadual de Cinema – IECINE e da Cinemateca Paulo Amorim.
Esses mais de três anos foram de uma troca de experiências importantes entre as equipes do IECINE e da Cinemateca Paulo Amorim com as diferentes representações do audiovisual gaúcho, como a Fundação do Cinema RS – FUNDACINE, a Associação Profissional dos Técnicos Cinematográficos – APTC / ABD RS, o Sindicato da Indústria Audiovisual RS – SIAV e a Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul – ACCIRS . Destaco ainda, o efetivo diálogo com realizadores, cineclubistas, festivais e os demais entes do nosso audiovisual.
O planejamento das ações apresentado no início de minha gestão à comunidade audiovisual, por meio de reuniões, foi implementado de forma prática consolidando e posicionando o cinema gaúcho no estado, no país e exterior.
A transversalidade com várias Secretarias e demais setores do Governo RS permitiram inúmeras ações que consolidaram o nosso planejamento. E tantas outras foram desenvolvidas a partir da demanda da comunidade e de projetos propostos pelos produtores e produtoras audiovisuais do estado.
Nessa transversalidade cito o apoio do Gabinete do Governador, Assessoria de Relações Internacionais, Assessoria de Inclusão Digital e Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento – AGDI, entre tantas outras.
Pela SEDAC dois editais de finalização colocam vinte longas com o selo RS Polo Audiovisuais no mercado comercial e cultural, sendo dez destes já lançados em diferentes situações como no circuito comercial, cineclubes, cinematecas e festivais nacionais e internacionais.
Quatro editais via sistema Pró-Cultura – Fundo de Apoio à Cultura – FAC RS, na parceria IECINE e TVE fazem chegar à tela oito minisséries e vinte e quatro documentários com o mesmo selo, uma marca consolidada. Todos com cotas de 50% de produções para o interior do estado. Ainda por meio do mesmo mecanismo, FAC – RS, da Diretoria de Economia da Cultura da SEDAC, mais cinco curtas-metragens gaúchos foram finalizados pelo 12º Prêmio IECINE.
Além disso, vários editais do FAC que tratam da difusão cultural contemplaram projetos audiovisuais.
Somo a Direção da Cinemateca Paulo Amorim, salientando que minha formação cineclubista possibilitou o desafio de coordenar as três salas de cinema da Casa de Cultura: Paulo Amorim, Eduardo Hirtz e Norberto Lubisco. Isso só foi possível com a colaboração direta dos funcionários da Cinemateca e dos servidores do quadro do estado, aos quais agradeço na pessoa da jornalista Mônica Kanitz, programadora das salas..
A Cinemateca Paulo Amorim chegou ao final de 2013 com mais de sessenta mil espectadores, duplicando o público se comparado com 2011. Tudo isso, em função de uma programação que valorizou o cinema gaúcho, a cinematografia brasileira e latino-americana, produções independentes, sempre buscando obras que visem à reflexão. Tudo isso somado a vários festivais, mostras, debates e lançamentos que a Cinemateca abrigou. Nesse conjunto de iniciativas é fundamental a parceria com a ACCIRS, na sala Eduardo Hirtz.
As mostras de filmes uruguaios na Cinemateca e de produções gaúchas em Montevidéu é uma conquista a ser sublinhada. Também deve ser somada a entrada do Instituto no Fórum Entre Fronteiras, no intercâmbio com realizadores e grupos audiovisuais da Argentina e do Paraguai.
Lembro também dos vários Cineclubes e Festivais no estado que o IECINE apoia e, juntamente com eles, democratiza o acesso do público ao audiovisual. Nesse sentido, o projeto RODACINE, parceria do Instituto com a FUDACINE é um exemplo raro no país.
Reitero que o diálogo aberto com as entidades do cinema gaúcho, por meio do Instituto Estadual de Cinema, com a coordenação do Festival de Cinema de Gramado, fez com que o mesmo recebesse em suas duas últimas edições mostras exclusivas de longas-metragens gaúchos, a valorização da Mostra Gaúcha de Curtas – Prêmio Assembleia Legislativa, sendo exibida na principal sala de Gramado e o efetivo intercâmbio com outros festivais como o Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano de Havana.
Destaco ainda os funcionários do IECINE, os estagiários e todos que colaboraram nessa caminhada de troca e busca do desenvolvimento do audiovisual gaúcho. No nome da servidora Suélen Bavaresco, agradeço a dedicação de todos que passaram ou que estão trabalhando no Instituto.
Agradeço a toda equipe da Casa de Cultura Mario Quintana e deixo aqui minha homenagem ao grande parceiro de Casa de Cultura, Marcos Barreto (in memorian).
Faço questão de destacar alguns nomes, pois em nome deles meu muito obrigado a todos e todas da SEDAC. Na dedicação das colegas Franciele Paim e Jaqueline Padilha e aos diretores parceiros de todas as horas Marcelo Restori, João Menine, Vera Pellin, Denise Viana Pereira, Manoel Henrique Paulo, Paulo Berni, Adriana Moraes, Clarissa Pont, Maria Emilia Portella e João Pontes e, aos que estão em novos desafios, Santiago Neto e Paulo Wayne.
Ainda, aos amigos Valdeci Oliveira, Paulo Pimenta, Luciano Ribas, Tiago Machado e Diogo Santos. Com eles somo minha homenagem ao amigo e ex-colega de estado, Clayton Renan Coelho (in memorian).
E tudo isso só foi possível – e aqui faço um agradecimento especial – ao Governador Tarso Genro e ao Secretário da Cultura Assis Brasil e seu Adjunto, Jéferson Assunção, que sempre receberam as demandas de projetos, de forma afirmativa e propositiva, transformando esses em ações que colocam efetivamente o estado do Rio Grande do Sul como Polo Audiovisual.
Obrigado e um cordial abraço.
(Luiz Alberto Cassol / março de 2014)
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