Assisti hoje “Io Sono L´Amore” com direção de Luca Guadagnino. Divido alguns sentimentos nesse pequeno texto. Impressões poucas diante do que vi. Filmes como este são para ser vividos e tornados recordação. Como as poucas palavras que marcam o longa - também escrever sobre uma ópera que cala fundo - talvez o silêncio fosse a melhor escolha. Resolvi contrariar o que senti. Não ficar quieto e falar sobre. Exclamar sobre a caverna que cerca os sentimentos. Dizer dos pequenos sons, fragrâncias e texturas que impregnam esse filme sublime. Toques marcantes em contraponto ao enquadramento de futilidades que desvendam essa única narrativa. Tudo somado: isso é cinema. Está tudo ali. Vejam. Talvez eu tenha visto atrasado. Mas compartilho meus sentimentos mais profundos: se trata de uma obra prima. Ópera pura. Silêncios rasgados na tela. Olhares, toques e perdas para sempre. Perceber ou não o que a história diz ou quer dizer, é o que menos importa. Importante é sentir estas imagens e sons.
(Io Sono L’Amore – Itália, 2009, 120min, Direção: Luca Guadagnino. Com: Tilda Swinton, Flavio Parenti, Edoardo Gabbriellini, Marisa Berenson, Waris Ahluwalia ...)
(Luiz Alberto Cassol / 26 de agosto de 2011)
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