Rapidamente. Sobre “A Espuma dos Dias” e opiniões sobre Gramado.
Sim, estabeleço aqui uma diferença entre aqueles que, independente do que viram na tela já tinham sua opinião formada e, aqueles que, após verem, tiveram preconceito com o que assistiram. Transcender pareceu impossível.
Rechaço ambas as opiniões. Antes ou depois. E me refiro a todas as bitolas, temas e mostras.
Basta de julgamentos e verdades que chegam previamente ao Festival de Gramado, antes mesmo de ver os filmes. Chega do desdém gratuito.
Viva a liberdade de assistir, debater, do gostar ou não. Viva o tudo. Menos o que já está acorrentado a uma opinião carregada do antes da tela.
Viva o curta, média e longa-metragem feito em vários estados e países.
E, com todo o bairrismo que queiram carregar minha opinião, uma salva de palmas a todos os filmes gaúchos (curtas e longas) que estiveram no Festival de Cinema de Gramado!
Retorno ao título de meu rápido texto.
Assisti nessa sexta a co-produção Bélgica/França “Espuma dos Dias” (L'Écume des jours), do diretor Michel Gondry – o mesmo do emblemático “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” (Eternal Sunshine of the Spotless Mind).
Gondry adaptou de um jeito único para o cinema o clássico romance “L'Écume des jours” (1947), do escritor francês Boris Vian (1920-1959).
Espuma... é terno. Fica difícil adjetivar. Me refiro a uma história de amor revelada de forma pura. Um filme que fica com a gente ao final da exibição.
Surreal!? Sim! O fascinante está na forma de contar. Sinceridade e dignidade ao adaptar uma grande história.
Colin e Chloé ficam conosco ao final da sessão. E isso faz toda a diferença.
Boa sessão!
(Luiz Alberto Cassol / agosto de 2013)


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