sábado, 15 de novembro de 2014

Rapidamente. Sobre “A Espuma dos Dias” e opiniões sobre Gramado.

Depois de, nas últimas semanas, ouvir muitas pessoas falando sobre cinema com conceitos já estabelecidos muito antes de ver os filmes.  Ou, então, com preconceito. Me refiro ao Festival de Gramado. Escrevo algumas linhas.

Sim, estabeleço aqui uma diferença entre aqueles que, independente do que viram na tela já tinham sua opinião formada e, aqueles que, após verem, tiveram preconceito com o que assistiram. Transcender pareceu impossível.

Rechaço ambas as opiniões. Antes ou depois. E me refiro a todas as bitolas, temas e mostras.

Basta de julgamentos e verdades que chegam previamente ao Festival de Gramado, antes mesmo de ver os filmes. Chega do desdém gratuito.

Viva a liberdade de assistir, debater, do gostar ou não. Viva o tudo. Menos o que já está acorrentado a uma opinião carregada do antes da tela.

Viva o curta, média e longa-metragem feito em vários estados e países.

E, com todo o bairrismo que queiram carregar minha opinião, uma salva de palmas a todos os filmes gaúchos (curtas e longas) que estiveram no Festival de Cinema de Gramado!

Retorno ao título de meu rápido texto.

Assisti nessa sexta a co-produção Bélgica/França “Espuma dos Dias” (L'Écume des jours), do diretor Michel Gondry – o mesmo do emblemático “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” (Eternal Sunshine of the Spotless Mind).

Gondry adaptou de um jeito único para o cinema o clássico romance “L'Écume des jours” (1947), do escritor francês Boris Vian (1920-1959).

Espuma... é terno. Fica difícil adjetivar. Me refiro a uma história de amor revelada de forma pura. Um filme que fica com a gente ao final da exibição.

Surreal!? Sim! O fascinante está na forma de contar. Sinceridade e dignidade ao adaptar uma grande história.

Colin e Chloé ficam conosco ao final da sessão. E isso faz toda a diferença.

Boa sessão!


(Luiz Alberto Cassol / agosto de 2013)